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REMELHE, orago Santa
Marinha, vem do genitivo Remiculi do nome próprio latino Remiculus,
diminutivo de Remus. Foi incorporada nesta freguesia a
de Moldes, que Ihe ficava ao sul. Moldes, orago Santiago, deriva da palavra latina modulas
(1) Nas Inquirições de 1220 vem com a
designação “De Santo Jacobo de MoInes”, nas Terras de Faria. Nelas se diz que os homens de Vilar pagavam voz e calúnia e
dão vida (2) ao Mordomo e ainda o seguinte:“Est de ista collatione
dant pro fossadeira (3) IIIj. bracales v. cubitos et duas partes de uno
cubito. Est isti homines
forarii vadunt ad castellum”. O Real Padroado apresentava Cura
nesta freguesia até que, pela criação do Colégio dos Padres ]esuitas em
Braga,
passou essa faculdade para este colégio, tomando então o pároco o titulo
de vigário. Ainda
existe a sua igreja Matriz, no lugar de Santiago; é pequena, baixa e de
arquitectura simples, denotando porém grande antiguidade. Voltada
ao poente, tem sobre a sua porta principal urna sineira com seu sino.
Dentro, no lugar próprio, está urna curiosíssima pia baptismal, muito
antiga, em granito lavrado. O
altar-mor é de bem lavrada talha renascença e os tectos, tanto os da
Igreja como os da Capela-Mor, são de castanho com caibros descobertos. Tirando
o pavimento, todo em inestético cimento, o seu conjunto, ainda que pobre,
é artístico e ao contempla-la, na sua vetustez, parece urna veneranda
velhinha enfeitada com seus limpos e bem conservados trapinhos. Nesta
capela, antiga Igreja Paroquial, conferiu por vezes ordens sacras o
santo bispo do Porto D. António Barroso, quando do seu exílio da
diocese. Ao
norte, um pouco afastado, estava o Cruzeiro Paroquial, do qual apenas
existe a base e a coluna de construção tosca. Dizem
que aqui foi solar dos Molnes, família antiga, senhores da Honra de
Carcavelos, na próxima freguesia de Góios, antecessores ou ligados por
parentesco com os Góios, que, diga-se de passagem, são diferentes dos
Gois, cujo solar é na Beira. A freguesia de Santiago de Moldes
uniu-se à de Santa Marinha de Remelhe em data que ignoro (4). Esta
última também era do Real Padroado, passando na mesma ocasião da de
Santiago, para a jurisdição do Colégio de S. Pedro e S. Paulo, ou dos
Apóstolos, da Companhia de Jesus em Braga. Os seus
párocos, ainda que algumas vezes fossem tratados por Abades, eram
geralmente conhecidos por Vigários, tomando o titulo de Reitores só
depois de 1852. Vem
esta freguesia também nas Inquirições de 1220 com a designação – “ De
Sancta Marina de Remelí ” nas Terras de Faria.
Nelas se diz que o rei não tem aqui reguengo e que “ de ista
ecclesia dant de foro domino Regí pro censuría j.
lenzo; et abbas solus dixit quod dominus Rex Alfonsus, qui modo
regnat, quitavit íllium pro anima sua, sed quamvis non habet inde cartam”. <Et de hereditate que fuit de
Marefes dabant de fossadeira medium bracale j gallinam, et pectabant
vocem et calumpniam; et modo habet illam domna Ouroana, et sus enteados,
que est ama de Regina Domna Mafalda et non habet Inde Rex ergo j.
cubitam
(5). A
antiga Igreja Matriz desta freguesia era um pouco mais ao norte da
actual e foi reformada á fundatis e colocada no sitio onde está
no ano de 1725, por iniciativa do seu pároco José da Silva Fonseca, com
donativos dos fregueses. A
Sacristia e Capela-Mor foram construídas à custa dos Padroeiros em 1726. Em 1788
fez-se a torre, ao lado direito da fachada, sendo nela colocados os
sinos que estavam em um torreão de madeira. O altar-mor é em bela talha
dourada, estilo barroco, e os tectos em caixotões pintados.
Estes foram feitos.depois de 1777, como se vê do Livro dos
Capítulos desta freguesia. No
pavimento da Igreja, ao centro, existe urna sepultura rasa, cuja tampa
de pedra tem a seguinte inscrição: -- Sª D. R. P. JOSEPH. D. SILVA
FONC.ª QUE COMPROV... SEM anos 17. Algumas das letras, gastas pela acção
do tempo, já se não lêem. A Residência Paroquial, ao poente e em frente
á igreja, foi construída em 1752. O
Cruzeiro Paroquial está no largo em frente ao Cemitério e é pequeno,
baixo, nada tendo de notável. Tem
esta freguesia três capelas: A Cape/a de Santiago,
sita no lugar de Santiago, foi a antiga matriz da freguesia de Moldes e
hoje é
capela pública. Por
ameaçar ruína em 1839 fizeram-se nela obras de pedreiro, carpinteiro e
caiador. A Capela do Senhor dos Passos,
erigida ao lado da estrada, no cruzamento desta com a Avenida que dá
acesso à Igreja Paroquial, com esmolas dos seus devotos, foi cedida à
Junta da freguesia em 1867. Esta
capela, onde se alberga a imagem do Senhor dos Passos, é pequeníssima,
tendo em frente um alpendrezinho de quatro colunas. Na base da cruz que
se ergue sobre o telhado tem a data 1869. Capela de Santa Cruz
que alveja no extremo da freguesia, na encosta do monte, é de construção
humilde; tem sobre a sua porta principal a seguinte inscrição : --
SANTA. CRVS. Por
cima da fresta, aberta ao lado daquela porta, tem a data -- 1842 e do
outro, no sitio onde devia ter a outra fresta, vê-se urna lápide com a
seguinte inscrição -- A. FESTA. HE. NO. PR.º
DOMINGO DE JVNHO. Dentro, no soalho, tem uma
abertura feita em forma de cruz e cercada de grades de ferro, para
indicar o sitio onde aparecem na terra a cruz que deu causa a erecção
desta capela. Ao
poente e pouco distante dela existe o cruzeiro, ha pouco tempo reformado
e todo revestido de cimento, onde vão as procissões no dia de festa. Tem
esta freguesia os seguintes Nichos ou Alminhas:
o de Remelhe, ao lado da estrada, e o dos Paranhos, junto à
antiga estrada real de Famalicão a Barcelos, perto do Perdigão. A
Confraria do Sacramento foi Instituída em 1726 e funciona na Igreja
Matriz. O Cemitério Paroquial tem sobre o seu portão a data 1887. Foi
acrescentado em 1927, alargando-se para a frente, para dar lugar a
construção da capela monumento a D. António Barroso. É
esta uma linda e
característica ermidazinha de aldeia, com seu alpendre em colunas de
granito; dentro tem altar em que se pode dizer missa e ao centro uma
mesa de pedra, onde assenta a urna funerária que contém o corpo deste
santo bispo. Foi
mandada construir, conforme o projecto do distinto arquitecto snr. J.
Marques da Silva, por uma comissão organizada pelo sr. Dr. Bento
Carqueja, Director do diário “O Comércio do Porto”, e com o produto de
uma subscrição aberta para esse fim. Neste
cemitério vêem-se vários jazigos de famílias, dos quais destacaremos
apenas dois: o de D. António de Sousa Barroso, mandado por ele fazer em
1899 e o da família da Casa de Torre de Moldes, em forma de capela. Por
cima da porta tem este a seguinte inscrição: “A Saudosa Memória de F. A.
de Brito Limpo” e ao lado outra que diz assim: “A. D. Gonçalves,
construtor, R. Saraiva de Carvalho 240, Lisboa. Mármore de Cerca de
Santo António de Estremoz”. Está
esta freguesia situada na encosta poente do monte de Remelhe, ou Monte
Grande, e confronta pelo norte com a de Alvelos e a de Gamil, pelo
nascente com a de Midões e a de Santa Eulália de Rio Covo, pelo sul com
a das Carvalhas e a de Góios, e pelo poente com a de Pereira e a de
Alvelos. E
servida pela Estrada Municipal, que de Barcelinhos, lugar do Areal,
comunica com a de Barcelos às Fontaínhas, e segue até às Carvalhas onde
se bifurca para Silveiros, Chorente e Góios. E
servida ainda por um travesso que desta estrada passa pela Escola e dá
comunicação com aquela Estrada de Barcelos ás Fontaínhas, no alto das
Portelas em Pereira. Em 1927
foi aberta a Avenida da estrada até á Igreja Paroquial. Nasce
nesta freguesia, no sitio de Campelos, o ribeiro dos Amiais que vai
desaguar no Cávado, lugar de Mareces, freguesia de Barcelinhos. Tem as
seguintes fontes públicas: Igreja, Tanque, Felgueiras, Cachada, Sobreiro,
Quintão, Lama, Bouça, Rio, Amiães, Vilar, Portela (Fonte Velha), Portela
(Fonte Nova), Casal ou Braziela, Barrouco, Ribeirinho, Remelhe,
Santa Marinha, Santa Cruz, Prado, Branco, Pedro e Campelo. A sua
população no século XVI era
de 48 moradores (Moldes 23 e Remelhe 25); no século XVII era de 70
vizinhos; no século XVIII era de 85 fogos; no século XIX era de 493
habitantes e pelo último censo da População é de 629 habitantes, sendo
275 varões e 354 fêmeas, sabendo ler 91 homens e 36 mulheres. Esta população está distribuída
pelos seguintes lugares habitados: Outeirinho, Santiago, Casa Nova,
Vilar, Lama, Quinta, Sobreiro, Portela, Igreja, Torre, Bouça, Gaiteira,
Cachada, Moldes, Paranhos e Felgueiras. Tem
Escola Oficial para ambos os sexos, que funciona em edifício próprio. Este
tem na frontaria, voltada á estrada, a seguinte inscrição - ESCOLA.
FUNDADA. POR. DOMINGOS. GOMES. FERREIRA. DA. COSTA. 1894. O seu
comércio é exercido principalmente em quatro lojas ou vendas, havendo
ainda nesta freguesia vários negociantes por junto de gado lanígero e
caprino. A sua indústria está reduzida a engenhos de serrar madeira e
algumas moendas. As
casas mais importantes desta freguesia são: a da Torre de Moldes, a de
Morais, a da Fonte, a de Santiago, a de Vilar, a da Torre, a do Lapreiro,
a dos Penedos, a da Vessada, a do Cruzeiro, a da Casa Nova, a de
Paranhos, a Quinta do Vale e a da Portela. No
lugar de Moldes, junto á casa onde nasceu,
mandou construir o saudoso bispo do Porto D. António Barroso uma
modesta habitação onde viveu alguns momentos de descanso, que foram
poucos, e os longos dias de exílio da sua diocese. Foi
esta freguesia berço e deu guarida. a homens Ilustres.
Mencionaremos alguns. Manuel da Silva Fonseca, natural da freguesia de
Santa Eulália de Rio Covo, senhor da Casa da Torre de Moldes nesta de
Remelhe pelo seu casamento com D.
Isabel de Mariz, criou á sua custa urna Companhia de Auxiliares de que
foi Capitão, servindo com ela na defesa das fronteiras nas guerras da
aclamação. P.e José Silva Fonseca, natural desta freguesia, e
seu pároco durante muitos anos.
Por sua iniciativa fizeram-se obras na Igreja Paroquial em 1726. “A
crónica da Província da Soledade”, Parte I, Iivro IV, cap. V n.º
32 a folhas 297, refere-se a este pároco de Remelhe, dando-o como
um dos subscritores para a Capela do Senhor da Fonte da Vida no Convento
da Franqueira. O Dr. José Valério Pereira da
Fonseca, natural desta freguesia, senhor da Casa de Morais, Juiz de
Fora em Figueira de Castelo Rodrigo, Desembargador da Relação do Porto,
1792, Corregedor da Comarca da Guarda (1803) Superintendente Geral das
Munições de boca para as tropas da Província do Mingo, etc. O Dr. João Nepomuceno Pereira da
Fonseca e Silva Veloso, irmão do antecedente e senhor da Casa de Torre de
Moldes, foi Juiz de Fora na vila da Mecejana (1778), Ouvidor da Comarca
de Barcelos (1809). Casou
em 3 de Julho de 1789 com D. Francisca Isabel Cabral Limpo Brito
Guerreiro de Aboim, da vila de Aljustrel.
Preso quando estava na sua casa de Remelhe pelas Ordenanças do
couto de Capareiros, foi morto nos Arcos de Valdevez em virtude de um
tumultuoso Conselho de Guerra, após a invasão francesa, acusado de
jacobino, quando é certo que este ilustre Remelhense, pela sua
influência pessoal e no exercício do seu cargo, livrou a vila de
Barcelos dos vexames que às outras terras inflingiram os invasores. Por
sentença da Relação do Porto de 15 de Março de 1810, foi reabilitada a
sua memória, reconhecendo-se-Ihe naquela sentença as suas altas
qualidades de cidadão, amante da sua pátria e defendendo-a e
prestando-Ihe valiosos serviços. Domingos Gomes Ferreira da Costa,
natural desta freguesia, adquirindo no Brasil grandes haveres, dotou-a
com um edifício para as suas escolas. José Narciso da Costa Amorim,
desta freguesia, escreveu em 1860 um interessante e curioso livro sobre
as obras da Igreja Paroquial e outros factos importantes. Encontra-se o
manuscrito na casa de Santa Marinha, e o titulo diz: “feito por devoção
e caridade de José Narciso da Costa
Amorim”. Francisco António de Brito Limpo,
natural desta freguesia, senhor da Casa da Torre de Moldes, assentou
praça em 1853, foi promovido a Alferes de Engenharia em 1857, a Tenente
em 1859, a Capitão em 1871, a Major em 1880, a Tenente-coronel em 1885 e
a Coronel, posto em que faleceu, em 1890. Muito
considerado, deixou o seu nome ligado a um instrumento de precisão e a
várias obras importantes. Escreveu e publicou livros e vários artigos em
jornais. Casou
com D. Adelaide da Costa Brandão, faleceu em Lisboa em 8 de Abril de
1891 e jaz no cemitério de Remelhe, para onde foi trasladado o seu
cadáver em 1893. D. António José de Sousa Barroso,
nascido nesta freguesia em 5 de Dezembro de 1854, frequentando o Colégio
das Missões Ultramarinas do Sernache do Bomjardim, ordenou-se de
presbítero e foi missionar em África.
Missionário no Congo, 1880, foi bispo de Hymeria e Prelado de
Moçambique, 1891, bispo de Meliapôr, 1897, bispo do Porto, 1899, onde
faleceu em 30 de Setembro de 1918.
Trasladado o seu cadáver para Barcelos e daqui para o cemitério de
Remelhe foi inumado no jazigo por ele mandado fazer. O
jornal “O Comércio do Porto”, tomando a iniciativa da constituição de
uma Comissão e de uma subscrição pública, mandou erigir a
Capela-monumento no cemitério desta freguesia, para onde foi trasladado
o corpo deste santo bispo em 5 de Novembro de 1927, após solenes
exéquias na Igreja Paroquial a que concorreram vários bispos, muito
clero e imenso povo. E na freguesia que Ihe foi berço
dorme o eterno descanso aquele que foi um bispo modelar, um ilustre
cidadão e um ardente patriota. Ditosa pátria que tal filho teve
! Para atestar a passagem dos celtas por estas terras existiu
em uma bouça, perto da Capela da Cruzinha, um dólmen (5). Esse monumento pré-romano foi
vendido pelo proprietário do prédio a um pedreiro que o rachou para
esteios! Há ainda perto do lugar da
Portela o sitio denominado Anta, que pelo nome nos faz lembrar a
passagem por aqui daquele povo. É
no ponto mais elevado do monte de Remelhe, denominado
os castelos, que os povos das circunvizinhanças ainda vão no último dia
do ano observar as têmporas corno é costume dizer-se. Acendem nesse lugar um facho de
palha á meia noite desse dia para observarem donde sopra o vento; desta
maneira eles predizem se o futuro ano é seco, chuvoso, etc. E tão arreigados estão nesta
crendice que é perigoso contradizê-los. (1)
P.C
António
O. Pereira - Trad. Popular, pág. 381. (2)
Vida,
sustento, comida, refeição; umas vezes dava-se em cousas de comer já
guisadas, como caldo, leite, carne,
etc. e outras em dinheiro ou cousas comestíveis não cosinhadas - Viterbo
Eluc. vol. II, pág. 268. (3)
Fossadeira, tributo que se pagava por não ter ido ao
fossado. fossado, rasia que se fazia nos campos
inimigos para colher os frutos e ervagens não maduros. Viterbo Eluc. vol.!, pág 3(30.
(4)
Em 1527 ainda tinha vida independente, como se vê do Censo da
População daquele ano.
(5)
Alexandre Herculano-Port. Mon.
Hist. Inquiritiones.
(6)
Informa-me o sr. B. Antas da Cruz que foi, em
companhia do falecido Dr. Ferraz examina-lo e que o achou perfeito.
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| História Santa Marinha | ||||||||||
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Virgem e mártir de Antioquia, Santa Marinha tem
culto documentado na Península Ibérica pelo menos desde meados do século
IX (854). O seu culto cresceu tão rápida e tão profundamente que veio a suplantar o de santo Esperato e companheiros, mártires, que se festejavam também a 18 de Julho. Muito popular também no ocidente, o seu culto é comprovado pelas vinte e três freguesias de que é padroeira, só na arquidiocese de Braga, além de ter sido titular secundária do mosteiro de Guimarães e de orago de muitas capelas e simples lugares. As Igrejas de que é padroeira são das mais antigas, pois que os oragos orientais foram os primeiros a ser recebidos pelas Igrejas do ocidente. Remelhe é uma das Igrejas que, juntamente com a de Moldes, receberam um padroeiro do oriente, o que vem comprovar a sua antiguidade e a sua importância. * Há, porém, outras Santas Marinhas, de vida mais ou menos lendária, que o espírito imaginativo de certos hagiógrafos fizeram nascer em Igrejas do ocidente. Vamos referir duas dessas lendas: Uma, na Igreja de Orense, que reivindica esta santa como sua, já a partir do século XIII, mas, sobretudo, com a introdução do seu nome no Martirológio Romano de 1586. Todavia nem tudo é claro nesta lenda, que não resiste aos críticos da hagiografia. Um autor espanhol - Flórez - prefere dizer que a Santa Marinha de Orense talvez fosse uma santa local, a que, por falta de legenda própria, adaptariam a de santa Marinha de Antioquia. Outra, na Igreja de Braga, que também reclama esta santa desde o breviário de D. Rodrigo da Cunha, de 1634, que, apresenta santa Marinha como irmã gémea de mais oito meninas, todas mártires, filhas de Lúcio Atílio Severo, governador do território bracarense, e de Cálcia Lúcia, nobre romana, todas elas baptizadas e educadas pelo também lendário bispo santo Ovídio. Esta lenda foi mais tarde artisticamente enroupada por frei Bento da Ascensão, monge beneditino do mosteiro de Pombeiro, no ano de 1722. Apesar de destituída de qualquer fundamento histórico, é esta a lenda admitida em quase todos os templos dedicados a Santa Marinha. - Esta breve história de Sta Marinha foi gentilmente cedida pelo Padre José Adilio Macedo - |
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| Remelhe na Actualidade | ||||||||||
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Actualmente Remelhe conta uma área total de 557,47 ha, com uma população de 1410 habitantes, 392 familias e 780 alojamentos e edifícios . A agricultura, a industria têxtil, o calçado e a construção civil são as principais actividades económicas desta freguesia. Geograficamente está situada na encosta Poente do Monte de Remelhe ou Monte Grande, confronta a Norte com as freguesias de Alvelos e de Gamil, a Poente com Midões e Santa Eulália de Rio Covo; a Sul com Carvalhas e Goiso e a Poente, com Pereira. Dista 6,5 Km da sede de concelho. Lugares (10): Bacelo, Casal Novo, Igreja, Monte, Paranho, Portela, Quintão, S. Tiago, Torre de Moldes e Vilar. Económicamente a freguesia possui características marcadamente rurais onde como já foi referido acima a agricultura, a industria têxtil, o calçado e a construção civil são as principais actividades económicas desta freguesia, em que na agricultura predomina a produção de vinho e leite. Freguesia em números:
Fonte: Instituto Nacional de Estatística |
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